A mulher acusada de matar o filho recém-nascido com tesouradas foi condenada a quase 27 anos de reclusão em regime fechado. O júri popular aconteceu nesta quarta-feira (30) no Fórum Criminal de Vitória. As informações são de Gabriel Barros, do Folha Vitória
Após 10 horas de julgamento, Michelle Ribeiro Passos, de 35 anos, foi considerada culpa pelos jurados e e condenada a 26 anos, 11 meses e 22 dias de reclusão por homicídio com motivação torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
O crime aconteceu em junho de 2015, na residência da família, no bairro Itararé, em Vitória. Segundo a denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Michelle estava sozinha quando deu à luz ao bebê no banheiro de casa. Logo após o nascimento, ela teria golpeado a criança com uma tesoura.
As investigações, segundo o MPES, apontaram que ela cometeu o crime porque o companheiro não desejava ter mais filhos. O golpe de tesoura atingiu o coração do recém-nascido, que morreu na hora.
Na ocasião, Michelle chegou a alegar que cometeu o crime por medo de perder o marido, que não queria que ela tivesse a criança. Além disso, ela justificou que, como estava acima do peso, não desconfiou da gravidez e só soube da criança quando ela nasceu. No entanto, de acordo com o Ministério Público, ela falsificou dois exames, que tiveram resultado positivo, para esconder a gravidez do marido.
O caso chegou a polícia após o hospital para onde o bebê foi levado perceber que havia um corte no peito do recém-nascido.
A acusada chegou a ser presa na época, mas, de acordo com a Secretaria de Justiça, deixou o sistema prisional pouco mais de um mês depois. Ela respondia ao processo em liberdade, mas foi encaminhada ao presídio após a sentença.
A pandemia e problemas com os advogados fizeram o caso demorar sete anos para ir à julgamento. Em agosto, o júri chegou a ser marcado, mas foi adiado após os então representantes da defesa desistir do caso.
A atual defesa, representada pelos advogados Pedro Ramos, Florence Rosa, Davi Barroso, Gabriel Almeida e Hobert Limoeiro, afirmou que recorreu da sentença em plenário, por entender que a decisão foi manifestamente contrária às provas dos autos e que desconsiderou o estado puerperal pelo qual passou a acusada na ocasião.


















































































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