José Carlos do Valle Araújo de Barros, que dá nome ao Horto Municipal cuja primeira muda de árvore nativa foi plantada na última quinta-feira (05), Dia Mundial do Meio Ambiente, pelo prefeito Daniel Santana, deixou um legado e tanto em São Mateus, para esta e futuras gerações.
Natural de Duas Barras, no estado do Rio de Janeiro, formado em Medicina Veterinária, prestou concurso público para a antiga Emespe, a empresa de pecuária do Espírito Santo. Foi designado no início da década de 1970 para São Mateus, onde liderou a campanha de combate à febre aftosa, no GECOFA, o Grupo Executivo de Combate à Febre Aftosa.
De espírito aberto e empreendedor, o Dr. José Carlos visitou praticamente todas as propriedades rurais de São Mateus e Jaguaré, então distrito mateense. Tornou-se amigo dos produtores, extrapolando o trabalho de combate à febre aftosa e prestando assessoria técnica aos pecuaristas. Implantou a tecnologia de inseminação artificial e fertilização in vitro em muitas fazendas, contribuindo para melhorar a qualidade do gado leiteiro e de corte da região.
Foi secretário municipal de Agricultura em gestões passadas. Implantou o Hortão Municipal na área onde hoje está a fazenda da penitenciária de São Mateus. Com esse projeto, produziu hortaliças em abundância, que eram distribuídas nas escolas e creches municipais, em um tempo em que a merenda escolar não dispunha de um programa federal estruturado como atualmente.
Dr. José Carlos também organizou durante décadas a Exposição Pecuária de São Mateus, que era então o principal evento anual do município, com disputados concursos leiteiros e leilão de gado, além da animada vaquejada.
Ele também foi coordenador da implantação do loteamento municipal no que hoje é o Bairro Seac, oportunidade em que a Prefeitura fez distribuição de centenas de lotes para famílias carentes nos idos de 1987/1988.
Dr. José Carlos filiou-se ao MDB na década de 1970, posicionando-se contra a Ditadura Militar. Permaneceu a vida toda no mesmo partido, pelo qual foi eleito vice-prefeito na chapa de Daniel Santana em 2016. Também auxiliou Daniel como secretário municipal de Obras.
Faleceu em agosto de 2018 e foi sepultado em São Mateus, terra que mais amou e que o acolheu.


















































































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