Um morador do bairro Carlos Germano Naumann, em Colatina, é a sexta vítima fatal da febre maculosa no ES neste ano. Carlos de Souza Melo, de 66 anos, veio a óbito na segunda-feira (10). Segundo informações, ele prestava serviço para uma empresa no bairro Maria das Graças, nas proximidades do Rio Doce.
O laudo da morte de Carlos foi divulgado pela Secretaria de Saúde de Colatina, nesta sexta-feira (14).
Neste ano, foram registrados 10 casos e seis mortes por febre maculosa no ES.
Na tarde desta sexta-feira (14), seu filho, Rafael Melo, postou nas redes sociais, uma mensagem com o título; “Primeiro caso de febre maculosa é confirmado em Colatina”. Ainda na postagem, segundo Rafael, por meio de laudo foi comprovado o motivo do falecimento de seu pai.
O filho em postagem nas redes sociais, diz que o local provável da contaminação tenha sido nas proximidades do Rio Doce.
O município, por nota, confirmou o caso e informou que já notificou a Regional de Saúde do Estado para iniciar o trabalho de investigação e rastreamento epidemiológico.
Febre maculosa: saiba como evitar e tratar a doença transmitida por carrapato
A febre maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda e de gravidade variável. Ela pode apresentar desde as formas clínicas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade. O tratamento deve ser iniciado com antibióticos após o surgimento dos primeiros sintomas para evitar complicações graves, como inflamação do cérebro, paralisia, insuficiência respiratória ou insuficiência renal, que podem colocar em perigo a vida do paciente.
No Brasil, duas espécies dessa bactéria estão associadas a quadros clínicos da febre maculosa: a Rickettsia rickettsii, registrada no norte do estado do Paraná e nos estados da Região Sudeste; e a Rickettsia parkeri, que tem sido registrada em ambientes de Mata Atlântica (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Ceará).

Sintomas
Os principais sintomas da febre maculosa são febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, dor muscular constante, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés e gangrena nos dedos e orelhas.
A doença também pode provocar paralisia dos membros, com início nas pernas, chegando até os pulmões, causando parada respiratória. Além disso, com a evolução da febre maculosa, é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.
Diagnóstico
O diagnóstico oportuno da febre maculosa é difícil, principalmente durante os primeiros dias de doença, tendo em vista que os sintomas também são parecidos com outras doenças, como leptospirose, dengue, hepatite viral, malária, sarampo ou pneumonia.
No entanto, é importante que a pessoa com sintomas da doença procure um médico para que possa fazer a avaliação dos sintomas. Durante a consulta, o médico buscará saber se a pessoa mora em região de mata ou florestas, onde possa ter sido picada por um carrapato. O profissional de saúde também solicitará exames para confirmar o diagnóstico.
Tratamento
Assim que surgirem os primeiros sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para avaliação médica. O tratamento é feito com antibiótico específico e deve ser iniciado no momento da suspeita. Em determinados casos, pode ser necessária a internação da pessoa. A falta ou demora no tratamento da febre maculosa pode agravar o caso, podendo levar ao óbito.
Como prevenir
A prevenção da febre maculosa é baseada no impedimento do contato com o carrapato. O Ministério da Saúde recomenda a adoção de algumas medidas para evitar a doença, principalmente em locais onde há exposição a carrapatos:
- Use roupas claras para ajudar a identificar o carrapato;
- Use calças, botas e blusas com mangas compridas ao caminhar em áreas arborizadas e gramadas;
- Evite andar em locais com grama ou vegetação alta;
- Use repelentes que possuem proteção contra carrapatos;
- Realize o controle com antiparasitário nos animais domésticos;
- Retire os carrapatos (caso sejam encontrados no corpo), preferencialmente com auxílio de uma pinça (de sobrancelhas ou pinça cirúrgica auxiliar);
- Não esmague o carrapato com as unhas, pois ele pode liberar bactérias e contaminar partes do corpo com lesões;
- Quanto mais rápido retirar os carrapatos do corpo, menor será o risco de contrair a doença.


















































































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